Este review de “Exit Emotions”, quinto álbum do Blind Channel, mergulha nas nuances do nu metal e pop metal, destacando riffs pesados, refrões marcantes e produção polida.

Introdução
A banda finlandesa Blind Channel desde sua fundação passou por transformações notáveis até chegar ao seu quinto disco, “Exit Emotions”. Formados há mais de uma década, esses músicos de Oulu exploraram influências que vão do nu metal ao pop, alimentados pela fome de se projetarem internacionalmente.
Embora tenham ganhado evidência após 2021, seu ímpeto não começou naquele evento. Desde o primeiro álbum, o grupo demonstrou ambição, mesclando riffs pesados, batidas eletrônicas e elementos de hip-hop e pop.
A cada lançamento, o Blind Channel refinou sua estética sonora, colhendo elogios e críticas sem se deter diante das adversidades. Com “Exit Emotions”, lançado em 2024, eles consolidam mais uma peça importante dentro de sua discografia, reafirmando a ousadia que sempre os caracterizou.

Ficha Técnica de “Exit Emotions”
“Exit Emotions” é composto por 12 faixas e possui duração total de 35 minutos e 15 segundos. Gravado em 2023 nos estúdios Finnvox, JXJ Music, Amat e Bloodbros, o álbum foi lançado em 1° de março de 2024 por meio de uma parceria entre os selos Century Media e Shinigami Records.
Classificado como pop metal e nu metal, o disco apresenta Joel Hokka (vocais, guitarra), Niko Moilanen (vocais), Joonas Porko (guitarra), Olli Matela (baixo), Tommi Lalli (bateria) e Aleksi Kaunisvesi (DJ, teclados e samples) na formação oficial.
A produção ficou a cargo de Aleksi Kaunisvesi e Joonas Parkkonen, com colaborações pontuais de Blyne, Dan Lancaster, Matt Brandyberry e Danny Case em faixas específicas. Já a mixagem foi realizada por Zakk Cervini e Dan Lancaster, enquanto Ted Jensen cuidou da masterização.
A arte de capa é assinada por Olli Matela em conjunto com Ossi Morko, mantendo a identidade visual da banda.

O que o Blind Channel diz de “Exit Emotions”
Niko Moilanen declarou: “Este é o primeiro álbum que abordamos de uma perspectiva ao vivo. Em vez de lançar músicas e depois descobrir como fazê-las ao vivo, essa ideia estava constantemente em nossas mentes.” Ele acrescentou: “Este é um álbum que precisa ser experimentado, porque é nesses momentos que você encontrará o sentimento que tivemos quando vimos as luzes retrô, as casas noturnas.”
Joel Hokka comentou: “Estava rolando uma rave perto do nosso ônibus. Havia luzes vermelhas brilhando e as pessoas estavam festejando. Queríamos trazer esse sentimento para a música metal também.”
Niko reforçou: “Havia uma sensação de perigo, mas também de beleza. Esse é o sentimento que queremos levar às pessoas. Se suas emoções estão ficando muito pesadas, queremos oferecer uma fuga.”
Ele ainda ressaltou: “Há pessoas que dizem que somos a boyband da cena metal, então queríamos desafiar isso. Enquanto temos esses refrões super cativantes, ainda temos os gritos, os riffs de metal e os breakdowns. Você pode fazer os dois!”
Niko finalizou: “Neste mundo moderno, os humanos precisam escapar da rolagem de desgraças e da obsessão com as mídias sociais.” Enfim, ele complementou simplesmente: “Essa é a nossa maneira de escapar da luta diária dessa miséria moderna.”

Minha resenha de “Exit Emotions”, do Blind Channel
Ao ouvir “Exit Emotions” pela primeira vez, senti uma mescla inconfundível de referências que remetem a Linkin Park, Three Days Grace e até mesmo My Chemical Romance. O Blind Channel abraça com entusiasmo o nu metal e o pop metal, equilibrando riffs pesados e melodias acessíveis.
Em determinadas passagens, as guitarras lembram Avenged Sevenfold, enquanto os vocais combinados de Joel Hokka e Niko Moilanen alcançam picos de intensidade próximos ao que se via em bandas como Papa Roach. Essa mistura de energia e acessibilidade resulta em canções que agradam quem curte uma dose extra de adrenalina.
Tudo isso soa é amalgamdo de forma centrada e menos preso às fórmulas que, em certos momentos gera um certo marasmo criativo, uma carência de personalidade, sobretudo em faixas que repetem estruturas já vistas em tantos grupos que fundem metal e pop.
E aqui a fusão é com o pop contemporâneo, aquele bem pasteurizado e enlatado, o que não é de fato inspirador, pelo contrário, a banda equilibra elementos eletrônicos e refrões grandiosos sem necessariamente propor algo de relevante. O que não significa que não seja empolgante em alguns momentos.
Logo nos primeiros minutos, é notória a produção altamente lapidada, pensada para gerar impacto imediato na mistura de energia e acessibilidade, que resulta em canções que agradam quem curte uma dose extra de adrenalina encapsuladas em doses de três minutos.
Dentre as faixas, “Not Your Bro” funciona bem mesmo na forçada tentativa de soar agressiva e desafiadora. Já “Deadzone”, além de ter um clipe bem interessante, demonstra bem o poder de síntese do Blind Channel: riffs diretos, batida pulsante e um refrão de fácil assimilação.
Do ponto de vista técnico, destaco a relação bem construída entre guitarra e baixo, que injeta peso sem soterrar as vozes. Os samples e programações stão bem colcoados, sugerindo que o Blind Channel leu com muita atenção a cartilha do nu metal.
No geral, “Exit Emotions” acerta mais do que erra enquanto lança mão da já desgastada fórmula “verso pesado + refrão melódico”. De todo modo, reconheço que a banda sabe cativar com esse formato, principalmente ao incluir pitadas de eletrônica que reforçam o clima sintético moderno.
Neste caminho não seria exagero dizer que eles estão apenas reciclando ideias do início dos anos 2000: tanto as boas, quanto aas ruins, diga-se. Eu mesmo senti uma espécie de déjà-vu ao ouvir certos trechos, muito pela maneira com que deixam a musicalidade altamente palatável mais intensa e agressiva.
Mas ainda assim, caem na mesma armadilha de bandas como Linkin Park e Bring Me The Horizon: mesmo sendo um bom artifício, eles não conseguem tirar a marca de “juvenil” da proposta. Eu consigo ver cada uma destas músicas como trilha sonora de Malhação em algum universo paralelo no início dos anos 2000.
Isso posto, para fechar, preciso reconhecer o o talento desses finlandeses em compor músicas dentro desta proposta. Se o intuito era criar um álbum acessível, repleto de refrões impactantes, eles alcançaram o objetivo. á ganchos potentes, passagens pesadas e uma atmosfera que flerta com o mainstream sem abdicar por completo de uma veia mais pesada (mesmo que aos meus ouvidos ela soe um tanto “fake”).
Talvez eu só esteja ficando velho demais para este tipo de som! Mas certamente, eu teria ficado viciado neste disco se ele tivesse sido lançado em 2001!

Top 3 Faixas de “Exit Emotions”
- “Where’s the Exit?” – Com riffs rápidos, combinação de vocais agressivos e melódicos, essa música cria um contraste interessante, enquanto o refrão explode de forma contagiante;
- “Deadzone” – reforça a veia pesada do Blind Channel, trazendo batidas marcantes e linhas de guitarra diretas. Um exemplo de como a banda consegue equilibrar elementos pop e metal sem parecer forçada.
- “Die Another Day” – surpreende ao adotar uma abordagem mais melódica, contando ainda com a participação de RØRY. Essa colaboração adiciona uma camada emocional.
Conclusão
Em conclusão, considero “Exit Emotions” um registro que equilibra peso e acessibilidade, trazendo refrões fortes e produção de qualidade. Apesar de não inovar radicalmente, o álbum comprova o potencial do Blind Channel em alcançar um público variado, unindo fãs de nu metal, pop metal e sonoridades híbridas.
Suas faixas curtas facilitam a audição, e a energia contagiante torna a experiência envolvente. Para quem busca uma dose extra de adrenalina sem abrir mão de melodias cativantes, este lançamento cumpre bem o papel.
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