Confira nossa análise detalhada de Avenge The Fallen, o 13º álbum do Hammerfall. Resenha completa com insights sobre riffs, letras e produção. Leia agora!
Introdução
Quando eu coloquei minhas mãos em “Avenge The Fallen”, o 13º álbum do Hammerfall, lançado em 2024, confesso que senti um ponto de dúvida sobre o que eu iria ouvir. Afinal, eu venho acompanhando a trajetória desses suecos há um bom tempo, e cada novo lançamento vem carregando a incerteza entre a criatividade ou o mais do mesmo.
Hoje, ao conferir as faixas de “Avenge The Fallen”, vejo uma espécie de espelho do que a banda faz de melhor: riffs poderosos, refraõs que grudam na memória e aquele toque de melodia que se equilibra com o peso. É como se eu voltasse a uma época em que o heavy metal tinha um brilho quase heroico, e ao mesmo tempo percebesse a maturidade de quem já caminha com as guitarras em punho há décadas.
Claro que eu não resisti em mergulhar fundo nas informações de bastidores sobre a gravação, as participações especiais e as entrevistas que o Hammerfall concedeu. Então, se você compartilha dessa mesma paixão pelas guitarras poderosas e pelos refrões épicos, convido a continuar comigo nessa análise detalhada. E, se no final você curtir, comente abaixo e compartilhe este artigo com a galera nos grupos de WhatsApp, porque eu acredito que o heavy metal merece ser celebrado em conjunto!
Cabe mencionar que “Avenge The Fallen” ganhou uma belíssima edição nacional pela parceria entre os selos Shinigami Records e Nuclear Blast.

Aspectos Técnicos de “Avenge The Fallen”
Eu sempre gostei de acompanhar os detalhes de produção dos álbuns do Hammerfall, e neste 13º trabalho de estúdio não foi diferente. “Avenge The Fallen” conta com dez faixas inéditas, totalizando 46 minutos e 59 segundos
Gravação, Mixagem e Masterização
As gravações ocorreram no Castle Black Studios, na Suécia, enquanto os vocais adicionais foram registrados no TRS West, em Sherman Oaks, Califórnia. Já os teclados e o design sonoro vieram do Damage Done Studio, em Estocolmo, enquanto o violoncelo foi captado no Solna Sound Studio, também em Estocolmo.
A mixagem e masterização ficaram por conta de Fredrik Nordström no Studio Fredman, em Gotemburgo. Para mim, isso explica a clareza que escuto nos instrumentos, pois Nordström já tem um histórico de trabalhos que elevam a qualidade do metal sueco.
Assim que apertei o play, notei como cada instrumento tem o seu espaço bem definido, sem atropelos. O resultado é uma sonoridade polida, que, por vezes, pode ser encarada como muito “limpa”, mas que ainda realça a característica épica típica do Hammerfall.

Formação e Participações Especiais
A formação que gravou o disco inclui Joacim Cans (vocais), Oscar Dronjak e Pontus Norgren (guitarras), Fredrik Larsson (baixo) e David Wallin (bateria). A produção vocal ficou a cargo de Jay Ruston, enquanto Oscar e Pontus também assumiram a produção instrumental.
A cereja do bolo é a participação de John Bush (Armored Saint), Thomas Vikström (Therion) e Jake E (Cyhra) nos backing vocals, além de Svante Henryson no violoncelo.
Alguns videoclipes oficiais já foram lançados, como “Hail to the King”, “The End Justifies” e a faixa-título “Avenge the Fallen”. A arte da capa, criada por Samwise Didier, complementa perfeitamente o tema heroico e tradicional do grupo, e o layout é de Thomas Ewerhard, com fotografia de Tallee Savage.

O que o Hammerfall diz de “Avenge The Fallen”?
Em entrevista recente à revista australiana Heavy, Oscar Dronjak, guitarrista do Hammerfall, compartilhou insights sobre o processo de criação de Avenge The Fallen. Ele revelou que algumas composições datam de cinco anos atrás, destacando a longevidade e maturidade das ideias presentes no álbum. “Tenho convivido com essas músicas novas há, bem, algumas têm cerca de cinco anos, então tenho convivido com elas há um bom tempo.”
Dronjak ainda enfatizou a coesão das faixas, mencionando que cada uma serve a um propósito específico dentro do conjunto. Ele também elogiou a performance do baterista David Wallin, cuja energia e foco elevaram o nível de toda a banda durante as gravações. “David Wallin entrou nisso tão focado e tão enérgico. Sua bateria é tão poderosa que, quando ele terminou, todo mundo ficou tipo, ‘Uau, merda, precisamos intensificar agora também’, porque ele colocou o sarrafo lá no alto.”
Sobre a colaboração com o vocalista Joacim Cans, Oscar destacou em entrevista ao site Blabbermouth a sinergia na composição: “Joacim e eu escrevemos as músicas juntos. Então, eu faço uma demo da música com os instrumentos e uma bateria programada. Depois, qualquer melodia vocal que eu tenha ou um refrão, seja o que for, eu envio para ele, e então ele finaliza.”

Meu Review de “Avenge The Fallen”
Quando dei o play em “Avenge The Fallen”, fui imediatamente transportado a um território familiar: riffs pesados, refrãos empolgantes e melodias que evocam o melhor do heavy metal tradicional e do power metal.
Senti como se estivesse diante de uma espécie de celebração de tudo que o Hammerfall construiu desde “Glory to the Brave” (1997), pois este disco tem aquela energia pulsante que se equilibra entre a nostalgia e a modernidade, um verdadeiro choque de guitarras ecoando pelos meus fones de ouvido.
“Avenge The Fallen” segue a fórmula clássica da banda, porém exibe uma leve nuance de maturidade. É evidente que, ao longo de três décadas, eles encontraram a receita para criar refrões épicos e riffs potentes. Eu identifiquei algumas influências de Manowar e Judas Priest nos momentos em que os refrões soam como hinos de guerra, enquanto os solos de guitarra, mesmo não sendo excessivamente virtuosos, se encaixam perfeitamente sem sobrecarregar a estrutura das músicas.
Os vocais de Joacim Cans continuam sendo o pilar que sustenta a identidade do Hammerfall. É impressionante ver como ele mantém clareza e potência ao mesmo tempo, especialmente nos refrões marcantes. A base rítmica de Fredrik Larsson e David Wallin cumpre o papel de alicerce, impulsionando as faixas e permitindo que a guitarra e a voz brilhem.
Por outro lado, entendo que alguns possam sentir falta de inovação. O Hammerfall se mantém fiel à sua essência, o que pode gerar uma certa previsibilidade para quem acompanha cada lançamento ano após ano. A produção é extremamente polida, o que realça cada detalhe, porém pode soar distante em certos momentos, principalmente na bateria, por conta de triggers. Eu confesso que, em alguns trechos, senti que a espontaneidade se perdeu em meio a tanta perfeição técnica.
Mesmo assim, não posso negar que “Avenge The Fallen” me agradou. A fórmula ainda funciona, e as faixas transitam entre momentos de alta intensidade e passagens mais sutis, como na balada “Hope Springs Eternal”. Aliás, essa música é um verdadeiro respiro emocional, trazendo arranjos orquestrais e uma melodia crescente que me arrebatou.
Se eu comparar com trabalhos anteriores, como “Built to Last” e “Dominion”, noto que “Avenge The Fallen” carrega ecos de discos clássicos como “Legacy of Kings”. Há um refinamento que se reflete na forma como eles estruturaram os arranjos e escolheram o repertório. Mas é importante ressaltar: se você está esperando algo que rompa padrões, talvez se decepcione. Por outro lado, se curte a essência do Hammerfall, encontrará tudo que ama aqui.
Top 3: Minhas Músicas Favoritas de “Avenge The Fallen”
Para mim, essas três músicas resumem a essência de “Avenge The Fallen”: poder, emoção e maestria técnica.
- “Avenge The Fallen”
A faixa-título entra como uma verdadeira declaração de guerra, com riffs que me lembram cavalarias em batalha, um refrão forte e coros épicos. É impossível não cantar junto depois de poucas audições.
- “The End Justifies”
Um clássico instantâneo do power metal que me transporta aos dias de “Legacy of Kings”. A batida galopante faz com que eu praticamente visualize bandeiras tremulando ao vento, enquanto Joacim entrega uma performance vocal impecável.
- “Hope Springs Eternal”
A balada do álbum traz aquele tom mais suave que cresce até um clímax poderoso, capaz de arrepiar. Gosto de como ela se equilibra entre lirismo e arranjos orquestrais, sem perder o peso característico do Hammerfall.
Conclusão: Um Chamado aos Fãs de Heavy Metal
Após tantas audições, posso afirmar que “Avenge The Fallen” reúne tudo aquilo que me faz amar o Hammerfall desde o início: riffs potentes, refrões que grudam na cabeça, produção cuidadosa e um espírito que honra o heavy metal tradicional e o power metal.
Claro, quem busca inovação musical, ou reinvenções da própria fórmula musical, pode não encontrar tanta ousadia aqui, mas eu vejo essa fidelidade à fórmula como uma forma de manter viva a identidade do grupo.
Se você ainda não conferiu o disco, recomendo fortemente que o faça, pois acredito que o Hammerfall continua capaz de incendiar corações metálicos em todo o mundo.
E não deixe de comentar o que achou! Vamos trocar ideias sobre as faixas que mais te empolgaram ou te surpreenderam. E, se achar que o conteúdo vale a pena, compartilhe este artigo com seus amigos nos grupos de WhatsApp, pois a magia do heavy metal se fortalece quando é vivida em comunidade.
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