Simone Simons, vocalista da Epica, lança seu álbum solo “Vermillion” em parceria com Arjen Lucassen. O álbum, distribuído pelas gravadoras Nuclear Blast e Shinigami Records, explora o gênero symphonic metal com arranjos complexos e diversos elementos musicais. Abaixo trazemos nosso review completo deste álbum.

Introdução
Desde jovem, Simone Simons trilha os palcos do symphonic metal, acumulando mais de duas décadas como a voz icônica do Epica. Nascida na Holanda, destacou-se tanto pelo alcance vocal notável quanto pela ousadia de colaborar com grandes nomes do metal. Após oito álbuns com sua banda principal, chegou a hora de apresentar “Vermillion”, um sonho de 15 anos que finalmente se concretiza.
Essa estreia solo inaugura um novo capítulo em sua carreira, mesclando elementos do rock progressivo com arranjos cinematográficos. Neste projeto, Simone une forças com o lendário Arjen Lucassen (Ayreon), resultando em climas épicos, refrãos poderosos e atmosferas densas.
“Vermillion” teve lançamento no Brasil graças a uma parceria entre Nuclear Blast e Shinigami Records.

Ficha Técnica de “Vermillion”
Lançado em 23 de agosto de 2024, “Vermillion” consolida a estreia solo de Simone sob o selo Nuclear Blast. Com 10 faixas totalizando 46:04, o álbum equilibra a veia symphonic metal com nuances progressivas e industriais.
A produção e mixagem ficaram por conta de Arjen Lucassen, que também gravou todos os instrumentos principais. Rob van der Loo (baixo) e Koen Herfst (bateria) reforçam a base, enquanto Hedi Xandt cuidou da arte visual e Joost van den Broek fez a masterização, além de tocar piano em “Dark Night of the Soul”.
Entre os convidados, Alissa White-Gluz (Arch Enemy) brilha em “Cradle to the Grave” e Mark Jansen (Epica) aparece em “The Core” e “R.E.D.”. Quatro singles precederam o lançamento: “Aeterna”, “In Love We Rust”, “R.E.D.” e “Cradle to the Grave”.
O que Simone Simons diz sobre “Vermillion”?
No primeiro trabalho solo, Simone explora facetas artísticas idealizadas havia muito tempo. “O Epica é minha prioridade e sempre tive liberdade para outros projetos, mas me faltava tempo para mergulhar dessa forma”, explica.
Seu parceiro musical é Arjen Lucassen, referência do rock progressivo. “Foi um desafio criar material que agradasse Simone, mas isso me motivou a trabalhar mais”, confessa ele.
Simone completa: “Ele é um mestre em melodias mágicas. Me levou a outro patamar. Eu me esforço para melhorar a cada obra que crio.”
Review de “Vermillion”, de Simone Simons
Quando surgiu a notícia de um disco solo de Simone Simons, a curiosidade foi imediata. A forte presença de Arjen Lucassen aumenta as expectativas, já que o criador do Ayreon costuma equilibrar peso e grandiosidade melódica.
Desde as primeiras notas, há ecos de álbuns como “The Human Equation” do Epica, e “The Source” do Ayreon, com timbres espaciais, passagens quase cinematográficas e um clima épico.
A princípio, essa semelhança parecia “mais do mesmo”, mas audições sucessivas revelam um DNA próprio, onde teclados climáticos, riffs marcantes e linhas vocais ousadas imprimem identidade.
As letras tratam de tecnologia crescente, riscos ambientais e dilemas pessoais, criando uma atmosfera distópica e urgente, mas pontuada por instantes mais leves. Esse contraste reforça a impressão de que estamos diante de um livro de ficção científica que também fala de sentimentos humanos.

“Weight of My World” tem um refrão espetacular, daqueles que grudam na cabeça. Já “Fight or Flight” traz uma aura nostálgica, remetendo aos toques oníricos de “Valley of the Queens”. Em contrapartida, “In Love We Rust” se repete demais no refrão, e “Vermillion Dreams” acaba monótona, justamente quando se esperava um fôlego extra.
Ainda assim, a performance de Simone é impecável, passeando do metal sinfônico a nuances pop e operísticas com naturalidade. A aparição de Alissa White-Gluz surpreende quem a conhece só pelos guturais do Arch Enemy.
Comparado a outros trabalhos do Epica, “Vermillion” traz um frescor estilístico bem-vindo. Comparado ao último Ayreon, mostra que Arjen mantém a criatividade em alta.
Há, porém, certa rigidez na bateria programada e poucas variações instrumentais em algumas faixas, o que pode desagradar quem busca arranjos mais orgânicos ou solos extensos. Por outro lado, essas escolhas evidenciam o clima denso e dramático que o álbum deseja construir.
No saldo final, a união da voz brilhante de Simone com os arranjos de Arjen garante um álbum de alto nível. Não é perfeito, mas emociona e diverte, sobretudo para fãs de symphonic metal, riffs potentes e uma pitada de ficção científica nos temas.

Top 3 de “Vermillion”
- “The Weight of My World” – Trazendo o melhor refraõ do disco e assinando o toque cinematográfico típico de Lucassen. Guitarras pesadas e orquestrações empolgantes tornam a faixa irresistível.
- “Fight or Flight” – Revive a magia de composições clássicas do Ayreon, trazendo paisagens oníricas e produção que ressalta cada detalhe instrumental.
- “Dystopia” – Quebra um pouco da previsibilidade e insere passagens mais progressivas, com uma ambientação futurista que conversa com o tema de máquinas em ascensão.
Conclusão
“Vermillion” reforça a presença de Simone Simons como pilar do symphonic metal, mesclando imponência orquestral a pitadas progressivas e industriais. Faixas como “The Weight of My World”, “Fight or Flight” e “Dystopia” conseguem agradar tanto fãs veteranos quanto recém-chegados.
Há momentos menos inspirados, mas a produção impecável de Lucassen e a interpretação magnética de Simone elevam a experiência. Para quem curte vozes femininas poderosas, riffs encorpados e um clima que flerta com ficção científica, a recomendação é simples: conheça este lançamento e mergulhe em sua atmosfera grandiosa.
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