Vamos mergulhar em “Unholy Savior”, o icônico terceiro álbum da banda Battle Beast que acaba de ganhar uma edição nacional. Nesta resenha completa, analisamos as faixas, a produção, destacamos pontos fortes e exploramos a evolução do grupo. Tudo para que você descubra por que este disco segue essencial para fãs de Heavy Metal.

Introdução
Quando descobri o Battle Beast, fiquei impressionado com a força musical que emanava da banda, vinda diretamente de Helsinque, Finlândia. Formada em 2005, ela logo se estabeleceu como um nome importante no heavy metal, agregando elementos de power metal e hard rock à sua sonoridade.
Sendo o terceiro disco na discografia do grupo, “Unholy Savior” se tornou bastante uma peça-chave para compreender a evolução do Battle Beast. Nele, enxergamos claramente um amadurecimento que reflete toda a energia e ousadia que a formação cultivou desde o início, servindo de vitrine para seu estilo vigoroso e marcante.
Lançado originalmente em 2015, este trabalho ganhou nova edição em 2024 por meio de uma parceria entre os selos Nuclear Blast e Shinigami Records.

Ficha Técnica de “Unholy Savior”
‘Unholy Savior’ é composto por onze faixas e totaliza 44 minutos e 17 segundos de duração. Gravado no JKB Studios, em Helsinque, o disco teve produção de Anton Kabanen e coprodução de Janne Björkroth, além de mixagem assinada por Matias Kupiainen no 5by5 Studios e masterização de Mika Jussila no Finnvox Studios.
A arte de capa ficou a cargo de Claudio Bergamin. A formação responsável por registrar este álbum contou com Noora Louhimo (vocal), Anton Kabanen (guitarra e vocal), Juuso Soinio (guitarra), Eero Sipilä (baixo), Pyry Vikki (bateria) e Janne Björkroth (teclados). Sem apresentar mudanças de integrantes nesse período, o sexteto manteve sua identidade sonora, evidenciando a coesão do grupo ao longo do processo de criação.

O que eles disseram sobre “Unholy Savior”?
Em comunicado oficial sobre ‘Unholy Savior’, o guitarrista e vocalista Anton Kabanen compartilhou: “Em termos musicais, as músicas foram expandidas para uma área mais ampla como um esforço para evocar emoções próximas às que eu mesmo tive durante os tempos de nascimento dessas músicas”.
Para o músico, cada composição reflete vivências intensas: “Questionar cada momento de toda a minha existência foi doloroso, mas transformador.” Segundo Kabanen, esse processo gerou letras profundas: “’Unholy Savior’ cheira a morte, agonia, dor, ódio, confusão, medo e insegurança, mas fala de gratidão, desejo, consolo e amor.”
A banda, por sua vez, define o álbum como um registro que “nasceu de uma luta emocionalmente violenta e sangrenta”. Em suas palavras: “Vindos do extremo sul da Finlândia, somos movidos por riffs e refrães poderosos, sem medo de adicionar nosso próprio sabor ao metal tradicional.”
Assim, o press release reforça o papel fundamental de ‘Unholy Savior’ na trajetória do grupo, destacando a incrível força criativa presentes em cada faixa.

Review de “Unholy Savior”, do Battle Beast
Desde a primeira audição, percebi que ‘Unholy Savior’ combina o vigor do heavy/power metal com pitadas de pop oitentista. “Lionheart” e “Madness” dão início ao disco com energia, trazendo riffs velozes e vocais intensos, enquanto passagens de teclado evocam lembranças de outras épocas. A estética oitentista, por exemplo, aparece com mais força na faixa-título.
Essa variação de climas pode soar desconexa para quem espera apenas peso: depois do turbilhão de “Speed and Danger”, surge a inesperada “Touch in the Night”, carregada de sintetizadores e refrão radiofônico dos anos 80. Ainda assim, esses contrastes reforçam a personalidade do Battle Beast, inclindo aí as baladas como “Sea of Dreams” e “Angel Cry” oferecem movimentos introspectivos, que dá dinâmica ao repertório.
O contraste entre a pancada de “Speed and Danger” e a pegada pop de “Touch in the Night” pode parecer radical, mas revela coragem em dialogar com públicos diversos. Em vez de focar só em riffs e peso, o Battle Beast arrisca sintetizadores e refrões cativantes. O fechamento com “Angel Cry” traz melancolia no lugar de um clímax explosivo, mostrando que o grupo não se limita a fórmula alguma.
No âmbito técnico, a mixagem de Matias Kupiainen equilibra cada instrumento, permitindo que os teclados de Janne Björkroth coexistam com as guitarras de Anton Kabanen e Juuso Soinio. O baixo de Eero Sipilä e a bateria de Pyry Vikki sustentam a base com firmeza, unindo força e clareza. A produção realça inclusive as melodias mais pop, algo que evidencia a ousadia do grupo.

As letras, centradas em conflitos internos e superação, dialogam com a dinâmica de canções velozes e hinos radiantes. Como terceiro lançamento, o álbum reflete o crescimento da banda como compositores e a evolução de sua fórmula, que mescla power metal, arranjos épicos e influências radiofônicas. Esse equilíbrio se manifesta em faixas como “The Black Swordsman” e “Hero’s Quest”.
Há quem ache exagerada a mescla de elementos tão diversos, porém a versatilidade vocal de Noora oferece consistência ao projeto. Ela alterna agudos rasgados e nuances suaves, conferindo identidade às músicas. A produção vigorosa ressalta detalhes: enquanto as guitarras duelam em solos velozes, os teclados adornam melodias grandiosas.
Relançado em 2024, ‘Unholy Savior’ comprova o potencial que este disco apresentava em seu lançamento. O tempo não diluiu sua fusão de power metal e estética pop, sendo peça-chave na discografia do Battle Beas, estabilizando a fórmula de pura essência heavy metal pincelada por arranjos acessíveis. O resultado cativa quem gosta de variação e provoca os puristas.
Em síntese, encaro ‘Unholy Savior’ como um disco crucial para entender a evolução do Battle Beast. Ele mistura gêneros sem temor, aposta no carisma de Noora e na versatilidade instrumental de seus companheiros. Reconheço que certas transições bruscas possam desagradar quem busca unidade, porém isso seria atenuado no ótimo “Bringer of Pain”, próximo disco que seria lançado em 2017.
Para mim, a principal virtude é a ousadia de harmonizar peso e melodia de maneira orgânica. Mesmo quando flerta com o pop, a banda não abandona suas raízes metálicas, resultando em uma obra que reflete paixão e domínio técnico. Com essa reedição, fica claro que ‘Unholy Savior’ segue relevante para novos e antigos fãs, demonstrando a força criativa de um sexteto que, em cada lançamento, ultrapassa limites sem perder a própria essência.
Top 3 de “Unholy Savior”
- “Madness”: um ataque direto de power metal que carrega bumbos acelerados e um refrão marcante, lembrando o vigor de outros clássicos do gênero.
- “Touch in the Night”: revela o lado ousado do Battle Beast ao abraçar abertamente influências pop oitentistas, trazendo sintetizadores envolventes e uma pegada quase dançante.
- “Speed and Danger”: ferocidade típica do heavy metal, com guitarras afiadíssimas e a bateria em pedal duplo pilotada sem trégua.

Conclusão
Concluindo, “Unholy Savior” representa um marco na trajetória do Battle Beast. Sua combinação de influências oitentistas com a agressividade do heavy/power metal gera um resultado único, que se mantém atual mesmo após quase uma década de seu lançamento original.
A banda demonstra maturidade em cada faixa, variando entre baladas emotivas e passagens intensas sem perder a identidade. Na minha visão, esse equilíbrio faz com que o disco agrade tanto aos fãs veteranos quanto aos que buscam novidade.
Se você valoriza energia, melodia e ousadia em um só trabalho, este é o momento perfeito para adquirir sua cópia e mergulhar nele.
Leia Mais
- Battle Beast – Resenha de “No More Hollywood Endings” (2019)
- Battle Beast – “Bringer of Pain” (2017) | Resenha
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